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05 fevereiro 2014

[Resenha] O Circo da Noite - Erin Morgenstern

LIVRO: O CIRCO DA NOITE
AUTORA: ERIN MORGENSTERN
EDITORA: INTRÍNSECA
ANO: 2012
PÁGINAS: 368

SINOPSE

A mágica vai começar... 
O circo chega sem aviso. 

Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava. Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba. 


RESENHA

Estava com esse livro parado na estante há muito tempo, e depois que uma amiga minha leu, eu resolvi lê-lo também. Não sei se foi uma boa ideia. Vamos primeiro contar um pouco da história:

— A magia não é razão suficiente para viver? — pergunta Widget.

Próspero é um famoso ilusionista, mas que não trabalha com truques, pois ele pode fazer magia de verdade. Ele tem uma filha chamada Celia. A mãe dela se matou e agora ela está com o pai. Devido a rivalidade que Próspero mantém com Alexander, um professor que "leciona magia", ele propõe um desafio mágico: Celia contra Marco, um menino de rua, que é escolhido por Alexander e aprende magia suficiente para que o desafio comece. E o palco desse desafio é um grande empreendimento, chamado Le Cirque de Rêves, um fantástico circo que só abre à noite, e que foi montado por Chandresh Lefèvre e um grupo de pessoas selecionadas, que frequentam jantares conhecido como Jantares da Meia Noite. Envolvido na história, está Bailey, um garoto que mora numa fazenda e se maravilha quando vai a Le Cirque. 

— Magia — repete o homem de terno cinza, transformando a palavra em uma risada. — Isso não é magia. É a forma como o mundo é, só que poucas pessoas arranjam tempo para parar e observar (...) As pessoas preferem acreditar que magia é apenas um ilusão inteligente, porque achar que é algo real não as deixaria dormir à noite, de medo da própria existência.

O livro fala muito do circo, nos mostrando o que cada tenda exibe, e é aí que a autora erra. Pouco enredo e muita descrição. Para os que amam circos de maneira intensa, esse livro fluirá como qualquer outro, mas para outras pessoas poderá ser um livro arrastado, como foi para mim. Não temos quase nenhuma informação sobre o desafio, e quando temos, são informações muito ocultas. A paixão de Celia e Marco, e o fato de que somente um deles sairá vivo dessa competição, são mencionadas na sinopse mas são fatos que aparecem um pouco antes do final do livro.

O livro teve uma construção muito bem feita, pois cada capítulo acompanha uma data, importante para que se entenda a história, há páginas em que a autora faz o leitor se sentir dentro do circo, e o final foi um final digno. Entretanto, nada disso supera a história pobremente desenvolvida.

Sobre a edição física: é linda, a capa é preta com o título brilhando, por dentro a diagramação é bem circense, as folhas são pólen soft, não encontrei nenhuma falha de digitação/tradução.

Para vocês terem uma ideia, eu demorei semanas para terminar o livro, e interrompi a leitura dele para ler outro livro (que li em 2 dias). Eu o recomendo apenas para pessoas que têm uma incrível paixão por circos.


NOTA:


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23 janeiro 2014

[Resenha] A Culpa É Das Estrelas - John Green



LIVRO: A CULPA É DAS ESTRELAS
AUTOR: JOHN GREEN
EDITORA: INTRÍNSECA
PÁGINAS: 288
ANO: 2012

SINOPSE:

Os adolescentes Hazel e Gus gostariam de ter uma vida normal. Alguns diriam que não nasceram com estrelas, que o mundo deles é injusto. Os dois são novinhos, mas se o câncer do qual padecem ensinou alguma coisa, é que não há tempo para lamentações, pois, se aceitamos ou não, só existe o hoje e o agora. E assim, com a intenção de realizar o maior desejo de Hazel – conhecer seu escritor favorito – ambos cruzarão o Atlântico para uma aventura contra o tempo, tão cartático quanto devastador. Destino: Amsterdãm, o lugar onde reside o enigmático e mal- humorado escritor – a única pessoa que talvez possa ajudar-lhes a encaixar as peças do enorme quebra-cabeça onde se encontram.



RESENHA:

Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.

Hazel Grace - Só Hazel, por favor! -  tem 16 anos e há 3 anos luta contra um câncer terminal que, faz com que ela tenha que andar com um cilindro de oxigênio e uma cânula no nariz para conseguir respirar, o qual apesar de estar estabilizado e encolhendo, não lhe dara muitos anos de vida. Ela abandonou os estudos há algum tempo e passa as tardes assistindo America’s Next Top Model. Os médicos e sua mãe estão convencidos de que esteja deprimida, por passar muito tempo em casa pensando nos efeitos colaterais de se estar morrendo.
Sua rotina monótona muda quando, por insistência de sua mãe, ela vai à uma reunião de um Grupo de Apoio para jovens com câncer. Não era sua primeira vez, claro, mas era a do Augustus Waters. É neste dia que ocorre a reviravolta em sua vida, onde conhece Gus um jovem lindo e cativante, que perdeu uma perna por conta do câncer. Ele é amigo de Isaac, um menino que esta prestes a ficar cego com quem trocava suspiros irônicos durante as reuniões. Acabam se aproximando, e é claro que nasce um relacionamento real, com momentos fofos e aspectos dramáticos.  Em um aspecto eles dois são muito diferentes: Augustus teme o esquecimento e está desesperado por deixar uma marca no mundo. Hazel, por outro lado, não se importa com isso, ela acha que é uma bomba-relógio e que quanto menos pessoas ela machucar quando explodir, melhor. Além disso, ela vê o esquecimento como inevitável para todos.
Um dos únicos e preferidos passatempos de Hazel é o livro “Uma aflição Imperial” que termina no meio de uma frase, deixando muitas questões em aberto. O sonho da menina é conhecer o autor e descobrir o que aconteceu – só assim sua vida poderia seguir completa.  Ela escreve diversas vezes cartas para o autor, mas ele nunca respondeu. Com um empurrãozinho da doença, Hazel e Gus partem em uma aventura para encontrar Van Houten, o autor. E juntos eles vão se apaixonando e aproveitando o pequeno infinito que a vida lhes reserva.

“… Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, até que, todos os seres humanos o leiam…”

Comecei lendo esse livro na curiosidade e com altas expectativas, de acordo de como foi idolatrado por tantas pessoas, e acho que por conta disto me decepcionei por estar esperando algo arrebatador. Mas ele conseguiu mexer comigo não só pela situação que aqueles jovens – Hazel, Gus, Isaac e todos os outros- vivem, mas também de seus familiares e todos ao redor. Foi uma leitura que me cativou, de certo modo, e é uma leitura intensa. John Green me pegou completamente desprevenida, assim como deve ter feito com a maioria de seus leitores, com umas das melhores reviravoltas que já li. Realmente não esperava o que ele fez.  Mas sabia que aconteceria, isso precisava ser feito. Pacientes terminais morrem. É a vida. É a crueldade do destino. A culpa é das estrelas.

Sobre a edição física, pouco pode ser dito: A diagramação é normal, não encontrei erros de digitação/tradução, as folhas são papel pólen e a capa é muito bonita

Em suma, gostei muito do livro. E para amantes de histórias de amor dramáticas, bem escritas e envolventes esse livro é uma ótima opção. Aconselho para que não sigam meu exemplo de irem com muita sede ao pote, hahah, vão com calma e sem expectativas. Deixem Hazel, Gus e John Green surpreenderem vocês!


Por Ayumi

09 janeiro 2014

RESENHA: DIAS DE SANGUE E ESTRELAS

LIVRO: DIAS DE SANGUE E ESTRELAS
AUTORA: LAINI TAYLOR
EDITORA: INTRÍNSECA
ANO: 2013
PÁGINAS: 447

SINOPSE: 
Karou, uma estudante de artes plásticas e aprendiz de um monstro, por fim encontrou as respostas que sempre buscou. Agora ela sabe quem é — e o que é. Mas, com isso, também descobriu algo que, se fosse possível, ela faria de tudo para mudar: tempos atrás Karou se apaixonou pelo inimigo, que a traiu, e por sua culpa o mundo inteiro foi punido.

Na deslumbrante sequência de Feita de fumaça e osso, ela terá que decidir até onde está disposta a ir para vingar seu povo. Dias de sangue e estrelas mostra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra ancestral. Enquanto os quimeras, com a ajuda da garota de cabelo azul, criam um exército de monstros em uma terra distante e desértica, Akiva trava outro tipo de batalha: uma batalha por redenção... por esperança. Mas restará alguma esperança no mundo destruído pelos dois?

RESENHA:

ATENÇÃO, ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO, FEITA DE FUMAÇA E OSSO.

"Era uma vez uma garota que vivia em um castelo de areia, onde fazia monstros e os enviava por uma fenda no céu"

Marrocos. Esse é o lugar onde Karou está. Mais precisamente em um castelo de areia. Depois de descobrir que seu povo foi exterminado pelos anjos, e só restaram alguns quimeras, entre eles Thiago, o Lobo Branco, Karou é obrigada a ocupar a função de Brimstone e ser a nova ressureicionista. Obedecendo as ordens de Thiago, ela cria novos corpos para soldados, arescentando-lhes asas, o que é de grande ajuda para combater os serafins. Em Eretz, os anjos comemoram a vitória sobre o povo quimera, mas inexplicavelmente alguns anjos começam a morrer, e o sangue deles serve como tinta para mensagens ameaçadoras contra os serafins. A partir daí, o livro descreve batalhas de anjos e quimeras. Akiva tenta salvar alguns grupos de quimeras, e seus irmãos começam a pensar como ele, ajudando-o. Além dos ataques dos Quimeras e Serafins, o imperador Joram declara guerra a outra tribo de Serafins, os Stelians. Akiva é descendente deles, pois sua mãe era uma Stelian. De uma maneira peculiar, os Stelians recusam a guerra e isso deixa Joram furioso. Como se não bastasse tudo isso, Zuzana e Mik resolvem ir atrás de Karou depois de uma mensagem que ela envia para eles. Karou está cansada, pois na maioria das vezes ela é quem tem que pagar o dízimo de dor para ressucitar os quimeras. Com a chegada de seus amigos, ela fica mais feliz, além de agora ter a ajuda de Zuzana. Mas eles não podem continuar ali, pois Karou sabe que Thiago tentará matar os dois.
No segundo volume da saga que teve início em Feita de Fumaça e Osso, Laini mostra que além dos conflitos com o inimigo, o próprio povo tem suas desavenças, e que todas as ações tem consequências, que podem ser graves. O sonho de Karou e Akiva, ainda que eles não tenham mais contato, se mantém vivo, crescendo cada vez mais. Resta saber se é um sonho que se tornará realidade.

"— Senhor — implorou, esquecendo-se da repreensão de Liraz — quando isso tudo vai acabar?
Nunca, pensou Akiva (...) Imaginou dois futuros para Eretz: um como Joram queria, e  outro, como poderia ser. Um tipo diferente de vida"


Antes de ler o livro, eu li várias resenhas sobre ele, e quase todas eram resenhas negativas. Entretanto, eu achei o segundo volume muito melhor que o primeiro. Dias de Sangue e Estrelas deixa de ser aquela história fantástica para adolescentes e se torna uma história mais séria, sobre guerra e esperança, nos passando a mensagem de que a esperança pode mudar a realidade. O livro conta tudo o que aconteceu com os quimeras e como eles foram destruídos, e todas as rivalidades existentes na trama. Quase não tem romance comparado ao primeiro livro. Encontrei um ponto negativo na narrativa: Zuzana e Mik resolvem procurar por Karou, de uma hora pra outra. É meio estranho pois como dois adolescentes do nada resolvem viajar para o Marrocos? E os pais deles? Mas isso não impede da história ser boa. O final de DDSEE é bem mais chocante que o final de FDFEO, e podemos esperar que o terceiro livro alcance um novo patamar. Sobre a edição, segue o mesmo padrão de "Feita", com efeito metalizado na capa, diagramação normal e sem erros de digitação. Embora ele tenha umas 80 páginas a mais que o primeiro, vale a pena ser lido. Mal posso esperar pelo terceiro!

NOTA:

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03 janeiro 2014

RESENHA: FEITA DE FUMAÇA E OSSO - LAINI TAYLOR

LIVRO: FEITA DE FUMAÇA E OSSO
AUTORA: LAINI TAYLOR
EDITORA: INTRÍNSECA
ANO: 2012
PÁGINAS: 384

SINOPSE:

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. 
Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo.
E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.
O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho.


RESENHA:

"Era uma vez duas luas, que eram irmãs. Nitid era a deusa das lágrimas e da vida, e o céu era dela. Ninguém adorava Ellai, a não ser os amantes secretos."

Karou é uma estudante de artes plásticas. Ela tem um dom magnífico para desenhar, e todas as pessoas da escola onde ela estuda admiram seus desenhos. Na maioria das vezes, desenhos de monstros. Mal sabem eles que todos aqueles monstros são reais, e que juntos, formam a família de Karou. São chamados de quimeras, e Karou foi criada por eles desde pequena. Embora ela tenha a vida normal de um humano, é uma garota um tanto diferente, pois seu cabelo nasce azul, e Brimstone, o "quimera-chefe" de sua família está sempre mandando ela em missões - missões em busca de dentes - e Karou sempre tem que dar desculpas a seus amigos.  O livro começa com Karou aprontando com seu ex-namorado, Kaz, que não a deixa em paz. Todo o início parece uma história de uma adolescente e seus problemas, mas na medida que o livro avança, a autora apresenta os quimeras, e a relação de Karou com eles. Ela sempre quis saber para que servem os dentes que ela busca, mas Brimstone nunca revela. Até que um dia Karou tenta descobrir sozinha, e o que ela encontra a deixa surpresa. Havia algo muito maior naquilo tudo. Um segredo que poderia colocar todos os quimeras em risco. Quando Brimstone descobre que Karou o desobedeceu, fica furioso e a expulsa de casa. E então entram os anjos na história. Assim como existem os quimeras, existem os anjos, que são inimigos há muito tempo. Para Karou entrar em sua "casa" é necessário passar por um portal, e a notícia de que anjos estão queimando e fechando portais pelo mundo se espalha entre os quimeras. O que Karou não sabia é que um anjo fechou o portal para sua casa e agora ela está sozinha. E o que ela também desconhecia, é que ela se apaixonaria por esse anjo. E pra piorar, essa paixão pode dar início a um novo sonho de esperança. Ou seria pesadelo?

"— A guerra é tudo o que nos ensinaram, mas há outras maneiras de se viver. Podemos descobri-las, Akiva. Podemos inventá-las. Isto aqui é o começo. (...) Nós somos o começo."

Quando eu comecei a ler Feita de Fumaça e Osso, parecia um livro bobo para adolescentes. Eu achei que não conseguiria lê-lo por inteiro. Mas as coisas mudaram com a entrada de Akiva na história, o anjo por qual Karou se apaixona. A partir desse ponto, o livro transmite ideais sobre esperança, paz e amor, em meio a tanta guerra, fazendo com que o leitor reflita. O mistério sobre Karou vai se revelando aos poucos, e eu comecei a agilizar a leitura para saber logo qual era o grande desfecho. E que desfecho! Só me fez ficar com vontade de correr para a estante e começar a ler a continuação ("Dias de Sangue e Estrelas"). O livro é narrado em terceira pessoa, e é uma narrativa rica em detalhes. Sobre o livro, a Editora Intrínseca fez um belo trabalho. A capa do livro tem um efeito metálico brilhante, que chama a atenção, o livro tem folhas amareladas, a diagramação está tudo ok,  não encontrei erros de tradução ou digitação, e ele fica lindo na estante. 

NOTA:



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18 outubro 2013

RESENHA: SUSSURRO - BECCA FITZPATRICK


LIVRO: Sussurro

AUTORA: Becca Fitzpatrick
EDITORA: Intrínseca
PÁGINAS: 264
ANO: 2010
SAGA: HUSH HUSH

SINOPSE:

Se apaixonar nunca foi tão fácil... ou tão mortal. Para Nora Grey,romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto da sua escola, não importa o quanto sua melhora amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch. Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos. Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou corres e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram - e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.




RESENHA:


Sussurro é o primeiro livro da Saga Hush, Hush que é composta por quatro livros (o último lançado este ano). Ele faz parte do gênero de romances sobrenaturais que se tornou muito requisitado depois da febre da Saga Crepúsculo. Em Sussurro, o romance não é tão meloso e há ação a todo momento, mas é preciso lembrar que sendo um romance é claro que o casalzinho vai ter vários altos e baixo românticos durante a narrativa. Além disso, a Saga se faz divertida pelos personagens secundários, como o caso de Vee, que é muito engraçada e diverte bastante a história; também conta com um tom investigativo já que Nora vive em confusões e quase sempre aparece a policia para ajudá-la na figura do detetive Basso. Ainda no primeiro livro Jules e um cara usando uma máscara de esquiador atormentam a vida da protagonista.

Resumindo a história, Nora é uma jovem estudiosa e comportada, que mora em Maine (EUA), ela sofre a perda de seu pai que foi assassinado recentemente. Sua escola lhe dá acompanhamento psicológico (não parece, porém é importante para a narrativa), e ela não é uma garota deprimida graças a Vee que ao contrário da amiga é toda extrovertida e adora os garotos. Há também uma personagem que a incomoda bastante, Marcie, ela é uma espécie de rival, inimiga de Nora. Mas, tudo realmente muda quando Patch se torna parceiro de Nora nas aulas de Biologia, além de se meter em várias confusões ela vai descobrir que terá várias lutas pela frente.  
Tudo na vida de Nora Grey está para mudar e ela nem imagina que o fato de continuar viva ou ser morta pode mudar algumas coisas. Em meio a um monte de fatos estranhos, Nora se vê terrivelmente atraída por um cara muito misterioso, Patch. Mas o que ela ainda não sabe, é que esta no meio de uma batalha entre nefilins e anjos caídos e que tudo que Patch mais deseja é a sua morte. Mas será que tanto Patch quanto Nora vão resistir a um sentimento como esse? Na busca pelas respostas, Nora vai encontrar mais mistérios e um destino que nunca imaginaria, mas isso já é outo livro ...

Apesar de Sussurro ser realmente romance ele não tem tantas partes românticas, o casal vive em conflitos. O livro é cheio de surpresas, principalmente o terceiro livro da Saga. O uso de anjos caídos e nefilins é inovador, o livro fisicamente é curto na verdade todos são, entretanto a Becca consegue com muito pouco falar muito, ela faz uma narrativa rápida, nada cansativa, consegue colocar até um pouquinho de terror, e os locais que ela descreve são demais, bem descritos, você se sente lá, dá vontade de ir aos locais da história. A história é contada do ponto de vista da Nora e o a união entre os livros é o que tem de mais genial, ela consegue fazer algo simples porém bem pensado. A Saga com certeza é divertida e prende bastante a atenção, porém é um daqueles livros que um capítulo você se surpreende no outro chora de rir. 

BOOKTRAILER:


NOTA:


Por Marina

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