Mostrando postagens com marcador editora galera record. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador editora galera record. Mostrar todas as postagens

27 agosto 2014

[Resenha] Cidade do Fogo Celestial (TMI #6) - Cassandra Clare

TÍTULO: CIDADE DO FOGO CELESTIAL
AUTORA: CASSANDRA CLARE
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 532
ANO: 2014

SINOPSE
Em Cidade do Fogo Celestial, Clary, Jace, Simon e toda a companhia se unem no meio do caos para enfrentar Sebastian, cujos poderes colocam tudo em risco. E agora, terão que viajar para outra dimensão para conseguir ter uma chance de impedi-lo. Vidas serão perdidas e sangue será derramado nesse último volume, onde o próprio destino do mundo pode ser mudado.

RESENHA

Faz quase 1 mês que não posto resenha, então hoje é dia! E o escolhido da vez foi Cidade do Fogo Celestial, já que a nossa querida Cassandra Clare acabou de passar pelo Brasil! Vamos começar?

Cidade das Almas Perdidas, 5º livro da série, termina com um aviso de Sebastian, irmão de Clary: Erchomai, Estou chegando! E em Cidade do Fogo Celestial ele deixa sua mensagem: Veni, Cheguei!

O livro começa com Emma Carstairs, uma jovem caçadora de Los Angeles, contando um pouco sobre sua vida. Seus pais morreram recentemente, e ela está com seu melhor amigo Julian Blackthorn e seus 6 seus irmãos. Sebastian coloca em prática seu plano de transformar todos os Caçadores de Sombras em Crepusculares (uma versão maligna dos caçadores) invadindo vários institutos. Um deles é o de Los Angeles, onde ele transforma o pai de Julian em um Crepuscular. Os meninos são levados a Idris, assim como todos os Caçadores de Sombras. Com vários ataques ao desenrolar da história, Clary e os outros Caçadores montam uma estratégia para deter e derrotar Sebastian... Uma estratégia muito, muito perigosa.


"Livremente servimos, porque livremente amamos, conforme nosso arbítrio de amar ou não, assim nos erguemos ou caímos."

Bom, diferente das resenhas que eu faço, hoje não vou contar muito sobre a história, pois não quero estragar a leitura de ninguém, só contei o comecinho para dar um gostinho de quero mais. Vou falar dos personagens. Primeiramente, gostaria de esclarecer que Emma Carstairs e Julian Blackthorn são os personagens principais de The Dark Artifices (ou Os Artifícios das Trevas, em tradução livre), próxima trilogia de Cassandra, quese passa no tempo depois de Os Instrumentos Mortais. Confesso que não gostei muito dos capítulos desses personagens, principalmente pela quantidade. Julian tem 6 irmãos e cada um tem um apelido. Às vezes eu me confundia. Mas agora falemos de nossos já conhecidos personagens. A que mais me surpreendeu nesse livro foi a Clary. Achei que no livro anterior ela tinha se tornado uma garotinha boba como as que estão por aí em vários livros. Mas nesse, ela volta com sede de sangue, como uma verdadeira guerreira! Jace ainda está com o fogo celestial em seu corpo, o que é um problema. No desenrolar do livro, muitas coisas acontecem ligadas à esse fogo. Alec e Magnus ainda estão distantes, mas já não conseguem mais se evitar. E Simon e Isabelle, ainda estão enrolados. Outra coisa que me surpreendeu MUITO, foi que a Cassie trabalhou muito bem com o conceito de Parabatai nesse livro. Diferente de Will e Jem, de As Peças Infernais, quase não eram mostrados os laços parabatai de Jace e Alec. Mas em "CdFC" (ou CoHF) eles estão bem mais unidos, mostrando bastante a relação parabatai dos dois. Como se não bastasse todos os problemas que estavam acontecendo, há outros no submundo. A relação de Maia e Jordan vai por água abaixo (isso não pode ser considerado spoiler, está no começo do livro!). Outra coisa brilhante que a Cassie fez foi inserir na história alguns personagens de As Peças Infernais (gênia! hahah). Posso dizer que a leitura desse livro fica muuuito mais interessante pra quem já leu a trilogia. O livro ainda menciona alguns outros personagens, provavelmente que aparecerão em The Last Hours, outra trilogia do mundo dos caçadores. Enfim, esse livro nos mostrou que um autor não precisa ser um assassino para fechar uma saga com maestria, assim como Cassandra encerrou. Final digno de comemoração!


"Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis."

Sobre o livro físico, vou ser breve, pois todos já conhecem. Não encontrei falhas de tradução/digitação (milagre, pois os livros da Cassandra estão cheios), mas encontrei de impressão (ou talvez foi digitação mesmo?), pois algumas pontuações como travessões estão faltando em algumas páginas. Minha edição é a primeira, ou seja, com brilho/holografia. A versão em inglês acompanha uma ilustração dos personagens que não apareceram na capa (que contém Clary, com sua espada Heosphoros - opa, o lance das espadas ficou parecido com as varinhas de Harry e Voldemort, mas ok, deve ter sido inspiração, rsrs), porém a versão brasileira não contém essas ilustrações. 

Sei que amei o final da saga, Cassandra soube terminar muito bem. Confesso que, no final, aconteceu uma coisa com um personagem e quando eu li, eu disse: MASOQ?????, só que depois a Cassie consertou, para nossa alegria, heheh. Esperava um final desastroso como o de muitas sagas, mas foi ao contrário, fiquei muito satisfeito com o resultado. E pra quem ainda não leu, só digo uma coisa: estão perdendo tempo! Corram! Hahah. 


01 julho 2014

[Resenha] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

LIVRO: AS PEÇAS INFERNAIS #1: ANJO MECÂNICO
AUTORA: CASSANDRA CLARE
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 392
ANO: 2012

SINOPSE:

O primeiro volume da série As Peças Infernais, nos conta a história de Tessa Gray, uma adolescente de 16 anos. Ela viaja para a Inglaterra ao encontro de seu irmão Nate. Mas chegando em Londres, Tessa se depara com um mundo habitado por vampiros, lobisomens, bruxos, dentre outros seres míticos, e acaba vivenciando uma aventura meio que macabra. Os Caçadores de Sombras são os únicos a combaterem essa legião de seres sobrenaturais, e tentam a todo custo apaziguar a situação. Anjo Mecânico, volume inaugural de As peças infernais, conta como os antepassados dos protagonistas de Instrumentos mortais se conheceram. E como existe muito mais mistérios entre eles do que se imagina. 

RESENHA:

Sim, chegou o momento de eu resenhar um livro de uma das minhas autoras prediletas, e o escolhido foi Anjo Mecânico, livro que faz parte da trilogia As Peças Infernais, que se passa num período anterior a Os Instrumentos Mortais. Vamos saber um pouco do que rola nesse livro?


"— Sempre de deve ter cuidados com os livros — disse Tessa — e com o que está dentro deles, pois as palavras têm o poder de nos transformar."

No começo do livro temos um prólogo que mostra a cena de dois caçadores de sombras, William Herondale e James Carstairs, matando um demônio e investigando o corpo de uma jovem morta com uma adaga que continha um símbolo de duas cobras, uma engolindo a cauda da outra, formando um círculo. Mal sabiam eles que tal símbolo estaria ligado à história de Theresa Gray, ou simplesmente Tessa, uma menina que vivia com sua tia Harriet e seu irmão Nataniel Gray, ou Nate. Depois que o irmão vai para a Inglaterra e sua tia falece, Tessa recebe uma carta de Nate com uma passagem para Londres, dizendo que ele estaria esperando por ela. Tessa embarca e ao chegar lá, é raptada por duas feiticeiras, as irmãs sombrias, que revelam que Tessa tem um poder, o poder de se transformar em outras pessoas, tanto vivas quanto mortas, e treinam Tessa dia após dia para que ela desenvolva tal poder, e se case com o Magistrado, um homem misterioso a quem as irmãs servem. Porém Tessa sofre nas mãos das irmãs, que a tratam mal. Certo dia ela resolve fugir e sem sucesso, é amarrada em seu quarto, entretanto é resgatada por Will e outros caçadores. Tessa é levada ao instituto de Londres, onde conhece Charlotte, que lidera o instituto, e seu marido Henry. Will e Jem voltam à casa das irmãs sombrias para investigar e encontram o corpo de uma mulher, porém descobrem que é um autômato, uma espécie de criatura mecânica, similar a um robô, e que foi feito pelo Magistrado. A partir daí, os caçadores terão muito trabalho em enfrentar as criaturas mecânicas, procurar Nate, descobrir quem é o Magistrado e o que ele quer com Tessa, além de tentar descobrir o que Tessa realmente é.


"— Existem mais motivos para amar alguém do que a aparência. Meu último empregador — disse Sophie (...) — sempre fazia safáris na África e na Índia, atirado em tigres e afins. E me disse que a maneira de perceber se um inseto ou uma cobra é venenosa, é se tiver marcas belas e coloridas. Quanto mais bela a pele, mais fatal. Will é assim. Aquele rosto bonito e tudo mais apenas escondem o quanto é cruel e podre por dentro."

Ambientado no mesmo universo fantástico de Os Instrumentos Mortais, porém em outra época, esse livro envolve outro tipo de história, muito instigante e diferente. Pra quem não gostou de Cidade dos Ossos, ou dos demais livros da série, Anjo Mecânico não segue a mesma linha, e pode ser mais chamativo e interessante. Sou suspeito a dizer, porque gosto de tudo o que a Cassie escreve, mas o livro é ótimo. Recomendo ler pelo menos Cidade dos Ossos antes desse, para entender melhor o universo dos Shadowhunters, que nesse livro não é tão explorado, o que contribui para que a história flua mais rapidamente. Os personagens são muito bem construídos, o leitor se sente envolvido nos mistérios que a autora apresenta, e no cenário que em que a história se passa, pois o período vitoriano é muito interessante. Para aqueles que gostam de romance, podem se decepcionar um pouquinho com este livro, mas para quem empacou em Cidade dos Ossos, devido ao romance, vai gostar muito mais desse. Há romance na trilogia, porém ele se desenvolve nos outros dois livros. Uma coisa que eu achei muito criativa, é que em cada início de capítulo tem um trecho de um poema. Na verdade há poemas espalhados por todo o livro, já que Tessa é amante de poesia.

"— Mizpah — disse ele.
 Tessa piscou para Jem, um pouco atordoada. 
— O quê?
— É um modo de dar tchau sem dizer — disse ele. É uma referência a uma passagem da Bíblia. E Mizpah, pois disse, Deus vigia entre mim e ti quando estamos afastados um do outro."

Sobre a edição física, a minha tem a mesma holografia que Os Instrumentos Mortais, mas os livros com brilho estão difíceis de serem encontrados, já que a editora só está colocando na primeira edição, e este livro é um pouco antigo (2012). O que me deixou frustrado foi a quantidade de erros de tradução, digitação e impressão da editora, que às vezes pode confundir o leitor (ex: em uma parte que diz transformá-lo, o certo seria transformar-me). Uma editora grande como a Galera Record deveria ter mais zelo ao produzir a edição brasileira de uma série tão conhecida. 

Resumindo, o livro é ótimo, eu recomendo a todos. E não se deixem influenciar pela leitura de Os Instrumentos Mortais, você pode gostar muito mais de As Peças Infernais!

BOOKTRAILER:


NOTA:



Por: Marlon da Cruz

08 outubro 2013

[Resenha] Feios - Scott Westerfeld


Livro: Feios
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 416
Ano de lançamento: 2011

SINOPSE:
Tally está prestes a completar 16 anos, e mal pode esperar. Não para dar uma grande festa, mas sim para se tornar Perfeita. No mundo de Tally, fazer 16 anos significa passar por uma operação que a transformará de Feia em um ser incrivelmente belo e perfeito, e lhe dará passe livre para uma vida de glamour, festas e diversão, onde seu único trabalho é aproveitar muito.
Mas Shay, uma das amigas de Tally, não está tão ansiosa assim: prefere se arriscar fora dos limites da cidade. Quando Shay desaparece, Tally vai conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito – e acredite, não é nada bonito.

RESENHA:


Feios é um livro distópico. Esse gênero está em alta, depois do lançamento e sucesso da saga Jogos Vorazes. Como toda distopia, cada sociedade é caracterizada de uma maneira. Em Feios, foi decretado que para que não houvesse brigas raciais, (que julgaram eles, era motivo de guerras e conflitos), cada indivíduo, ao completar 16 anos, passaria por uma cirurgia e se tornaria uma pessoa Perfeita. Como o próprio nome já diz, não há imperfeições, as pessoas são belas, fortes e resistentes. Antes da pessoa se tornar Perfeita, ela é uma Feia, mas na verdade são pessoas normais, que moram com os pais, mas a partir de certa idade, passam a morar em alojamentos, que se localizam em Vila Feia. Lá, eles têm aulas e aprendem sobre o passado, sobre o presente deles, sobre a cirurgia, etc.

Tally Youngblood é uma Feia que mal pode esperar para se tornar perfeita. No tempo em que a história se inicia, faltam apenas alguns meses para que ela e seu melhor amigo Peris, se tornem Perfeitos. Peris é mais velho que Tally, então ele vai para a cirurgia antes que ela. Tally fica sozinha e resolve se aventurar em Nova Perfeição, a cidade onde os perfeitos moram e se divertem em festas, etc. Depois de se “meter em encrenca” por lá, conhece Shay, uma feia. Tornam-se amigas e esperam juntas pela cirurgia. Entretanto, parece que Shay tem outros planos. Em vez de se tornar perfeita, ela quer fugir para um lugar chamado Fumaça, onde ficam as pessoas que não quiseram passar pela cirurgia. Tally se recusa a ir junto, então Shay parte para a Fumaça, deixando a nova amiga para trás. Tally decide passar pela cirurgia e finalmente reencontrar Peris. Todavia, sua cirurgia não pôde ser realizada. Ela conhece os Especiais, que são Perfeitos “cientistas”. Eles sabem sobre as pessoas que fogem da cidade em busca da Fumaça, inclusive sobre Shay, e se recusam a operar Tally enquanto ela não descobrir a localização da Fumaça para eles. Tally terá que se decidir entre trair Shay e realizar a operação, ou se juntar aos enfumaçados.

Acho que esse livro superou minhas expectativas, pelas resenhas que eu li antes de ler o livro, não esperava muito. Mesmo que ele não esteja no nível de uma distopia grandiosa, a ideia do livro é original. A escrita do Scott é fácil, os personagens são bem construídos, a sociedade é futurística e avançada em tecnologia. O livro é dividido em 3 partes. Porém o cenário não se altera tanto, dando a impressão que a história é um pouco monótona. Achei alguma ou outra frase de término de capítulo, que soa até um pouco boba, que demarca o “heroísmo” da personagem. Para os amantes de romance, talvez se decepcionem um pouquinho, pois, ainda que haja partes românticas, o foco principal é a ação e aventura.

Sobre o livro físico: ele tem o tamanho “pequeno” (é do mesmo tamanho que Jogos Vorazes ou Divergente), e por isso não achei que tem muitas páginas. Achei poucos erros de digitação, nada que impeça a leitura.


A COLEÇÃO: